| Lágrimas |
| Cesário Verde | |
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Ela chorava muito e muito, aos cantos,
Frenética, com gestos desabridos; Nos cabelos, em ânsias desprendidos, Brilhavam como pérolas os prantos. Ele, o amante, sereno como os santos,
E dizia-lhe então, de olhos enxutos;
"Chora, chora, mulher arrenegada;
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