| Meio-Dia |
| Olavo Bilac | |
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Meio-dia. Sol a pino. Corre de manso o regato. Na igreja repica o sino; Cheiram as ervas do mato. Na árvore canta a cigarra; Há recreio nas escolas: Tira-se numa algazarra, A merenda das sacolas. O lavrador pousa a enxada No chão, descansa um momento, E enxuga a fronte suada, Contemplando o firmamento. Nas casas ferve a panela Sobre o fogão, nas cozinhas; A mulher chega à janela, Atira milho às galinhas. Meio-dia! O sol escalda, E brilha, em toda a pureza, Nos campos cor de esmeralda, E no céu cor de turquesa... E a voz do sino, ecoando Longe, de atalho em atalho, Vai pelos campos, cantando A Vida, a Luz, o Trabalho! |
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