| LIX - Cousas |
| Olavo Bilac | |
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Naquela casa do morro, Pintadinha de amarelo, Vivia Aninha Chichorro. Seu marido, o Florisbelo, Ciumento como um cachorro, Tinha uma cara de Otelo. A ver-lhe a infidelidade, Preferia vê-la morta! — E quando vinha à cidade, Descendo a ladeira torta, Lá deixava em liberdade Quatro cães de fila à porta. Mas a casa tinha fundos... Sempre se engana a prudência De maridos furibundos! Rosnava a maledicência Que... — São desígnios profundos Da Divina Providência! E o Florisbelo, coitado, De ciúmes consumido, Vivia tonto e enganado: Pois era (pobre marido!) Pela frente respeitado, Mas pelos fundos traído. |
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