| Lira XXIII |
| Tomas Antônio Gonzaga | |
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Não praguejes, Marília, não praguejes a justiceira mão que lança os ferros; não traz debalde a vingadora espada; deve punir os erros. Virtudes de Juiz, virtudes de homem as mãos se deram e em seu peito moram. Manda prender ao Réu, austera a boca, porém seus olhos choram. Se à inocência denigre a vil calúnia, que culpa aquele tem, que aplica a pena? Não é o Julgador, é o processo e a lei, quem nos condena. Só no Averno os Juízes não recebem acusação nem prova de outro humano; aqui todos confessam suas culpas, não pode haver engano. (...) |
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